Ecologia é um nível superior de pensamento, onde tudo está relacionado com tudo, inclusive com as soluções. Como ciência do ínter-relacionamento homem/natureza, ela não pode ser vista apenas como o estudo do meio físico, pois de suas pesquisas e análises depende a compreensão da harmonia entre o homem e o ambiente.

Os poluentes

O monóxido de carbono é o contaminante do ar mais abundante da camada inferior da atmosfera. Outros poluentes são óxidos de nitrogênio, óxidos de enxofre, dióxidos de enxofre, hidrocarbonetos (identificaram-se 56 hidrocarbonetos diferentes em áreas urbanas), o ozônio ( o mesmo que exerce um efeito benéfico na alta atmosfera, protegendo-nos dos raios ultravioleta), chumbo, aldeídos e material particulado.
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Classificação dos Poluentes
De acordo com a origem:
a) Poluentes Primários - Estão presentes na atmosfera na forma em que são emitidos como resultado de algum processo. Os principais poluentes desta categoria são tanto sólidos, como líquidos e gasosos, ou mesmo radiações. Citamos como poluentes primários; partículas finas, partículas grosseiras, compostos de nitrogênio, óxidos de carbono, compostos de enxofre, compostos halogenados, compostos orgânicos, entre outros.

b) Poluentes Secundários - São produzidos na atmosfera pela reação entre dois ou mais poluentes primários, ou pela reação com constituintes normais atmosféricos, com ou sem foto-ativação. Citamos como poluentes secundários; oxidantes, névoas ácidas, smog

De acordo com o Estado
a) Gases e vapores - CO, CO2, SO2, NO2
b) Partículas sólidas e liquidas - Poeiras, fumos, névoas e fumaças

De acordo com a composição Química
a) Poluentes Orgânicos - Hidrocarbonetos, aldeídos e cetonas
b) Poluentes Inorgânicos - H2S, HF, NH3

Poluição por resíduos não-biodegradáveis
Todos os compostos orgânicos são biodegradáveis, ou seja, podem ser decompostos pelas bactérias. Existem, entretanto, alguns compostos orgânicos sintetizados pela indústria que não são biodegradáveis. Tais compostos também podem ser chamados de recalcitrantes ou biologicamente resistentes. Não sendo degradados, tais compostos vão se acumulando na água, atingindo concentrações tão altas que geram sérios riscos aos seres vivos. Dessas substâncias não-degradáveis merecem destaque o DDT, o mercúrio, etc. Os fosfatos são encontrados na maior parte dos detergentes e, como já vimos, provocam a eutrofização. A poluição por óleo é feita, principalmente, pelos navios petroleiros, por ocasião da lavagem.

POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA

As fontes de emissão de poluentes primários e dos componentes secundários pode ser as mais variadas possíveis. A emissão de gases tóxicos por veículos automotores é a maior fonte de poluição atmosférica. Nas cidades, esses veículos são responsáveis por 40% da poluição do ar, porque emitem gases como o monóxido e o dióxido de carbono, o óxido de nitrogênio, o dióxido de enxofre, derivados de hidrocarbonetos e chumbo. As refinarias de petróleo, indústrias químicas e siderúrgicas, fábricas de papel e cimento emitem enxofre, chumbo e outros metais pesados, e diversos resíduos sólidos. A identificação de uma fonte de poluição atmosférica, depende, antes de mais nada, dos padrões adotados para definir os agentes poluidores e seus efeitos sobre homens, animais, vegetais ou materiais outros, assim como dos critérios para medir os poluentes e seus efeitos. Essas alterações provocam no homem distúrbios respiratórios, alergias, lesões degenerativas no sistema nervoso, e em órgãos vitais, e câncer. Em cidades muito poluídas, esses distúrbios agravam-se no inverno com a inversão térmica, quando uma camada de ar frio forma uma redoma na alta atmosfera, aprisionando o ar quente e impedindo a dispersão dos poluentes. Sem indicar a que nível estamos interessados a conversar a qualidade do ar, é impossível controlar as fontes de poluição. Outros fatores a considerar são de natureza social (pressão de grupos), ambientais (Sinergimos ou antagonismos) e mesmo pessoal como suscetibilidade de indivíduos ou grupos, e vários outros.
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Classificação das fontes de Poluição Atmosférica
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Entre elas podemos apontar:
O solo que nos fornece as poeiras de terra, oriundas de locais desabrigados de vegetação, como estradas, desertos, etc. A vegetação constituída de resíduos vegetais, levantados pelos ventos, ou por pólen, ambos com possibilidades de causarem alergias. Dos oceanos são desprendidas gotículas de água carregadas ou não de sais que não disseminadas pelos ventos. O sal assim carregado constitui mais uma parcela de material particulado na atmosfera. Vulcões e fontes naturais de líquidos, gases e vapores, que podem inundar uma região com impurezas em qualidade e quantidade indesejáveis. Descargas elétricas atmosféricas As neblinas, nevoeiros e a garoa, por si só não são considerados poluentes
Classificação Física dos Poluentes
Os agentes poluentes atmosféricos, segundo o seu estado físico, podem apresentar sob várias formas sólidas, liquidas ou gasosas, das seguintes maneiras:
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Poluentes Comuns
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Efeitos da Poluição Atmosférica
O homem, mergulhado na atmosfera que os cerca, faz passar por seus pulmões, em média, 12m3 de ar, por dia. Este ar mergulha no sistema respiratório, atingindo as regiões mais profundas, tomando contato com os alvéolos pulmonares, irrigando uma área de mais de 70m2. O ar deverá transportar o vital oxigênio, mas poderá também levar outros gases menos saudáveis, além de material particulado de tamanho suficiente para atingir os alvéolos, e destes serem removidos e levados para as regiões onde podem ser absorvidos, ou onde vão produzir ação irritante mais ou menos acentuada. As defesas naturais do homem, contra as impurezas do ar, são muito precárias, entre elas podemos citar:
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a) Fontes Específicas Fixas Ocupam na comunidade área relativamente limitada Quase todas de natureza industrial Permitem avaliação na base de fonte por fonte
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b) Fontes Múltiplas Fixas ou móveis Geralmente se dispersam pela comunidade Não podem ser praticamente avaliada na base de fonte por fonte
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c) Fontes Naturais Estas fontes dificilmente serão reconhecidas se o padrão adotado for o correspondente exclusivamente a dano à saúde das populações
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a) Poeiras - São pequenas partículas sólidas, com diâmetro de 0,1 a mais de 100 microns, originada de parcelas maiores, por processos mecânicos de desintegração, como lixamento, moagem, etc., ou poeiras naturais como o pólen, esporos, etc. Exemplos: Partículas de rochas, de metais, de cimento, etc. Pode também ser definido como um aerossol de partículas sólidas
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b) Fumos - São partículas sólidas com diâmetro inferiores a um mícron, formadas pela condensação de vapores de materiais sólidos, geralmente metais, e consequentemente solidificação. Normalmente este mecanismo é acompanhado de oxidação. Os fumos são inorgânicos. Exemplo: Fumos de óxidos de chumbo, de zinco, etc.
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c) Fumaça - São partículas, geralmente mas não obrigatoriamente, sólidas em suspensão no ar, e oriundas da combustão incompleta de materiais orgânicos. As fumaças industriais de importância são formadas por partículas com diâmetros inferiores a meio mícron.
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d) Neblina - A neblina é constituída de partículas líquidas de pequeníssimas dimensões, em suspensão no ar, originadas de um processo mecânico de subdivisão, como a nebulização.
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e) Nevoeiro - São também partículas líquidas de pequeníssimas dimensões, em no ar, mas resultante da condensação de vapores.
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f) Vapores - É a forma gasosa de substâncias que se encontram sob a forma líquida ou sólida a 25ºC de temperatura e a uma atmosfera de pressão.
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g) Gases - São substâncias que se encontram em estado gasoso a temperatura de 25ºC e sob uma atmosfera de pressão. Os gases são fluídos sem forma própria e que possuem a tendência de ocupar qualquer espaço inteira e uniformemente.
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h) Aerossol - São substâncias sólidas ou liquidas de tamanho microscópico, em suspensão no meio gasoso, sob forma particulada.
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i) Névoa Fotoquímica - São produtos de reação foto químicas, geralmente combinados com um valor de água. As partículas são geralmente menores que 1,5 micrômetros. As unidades de medida para os poluentes atmosféricos mais utilizados são: Para poeira, o número de partículas por unidade de volume de ar, é muito usado a unidade "mmpc" (milhões de partículas por pé cubico de ar). No caso de medidas de névoas, neblinas e fumos pode-se usar "mg/m3 "(miligrama por metro cúbico) isto é, peso por unidade de volume. Gases e vapores são medidos em "ppm" (partes por milhão) Abaixo relaciona-se uma lista resumida de poluentes gerais, relacionadas as suas principais fontes produtoras:
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1) Dióxido de Enxofre - Combustões domésticas, usinas termelétricas, refinarias de petróleo, olarias, usinas de aço e ferro.
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2) Material Particulado - Emissões de veículos, combustões domésticas, usinas de gás, geração de eletricidade, incineradores, fábricas de cimento, refinarias de petróleo, fornos de cal, fábricas de cerâmica, fundições, estufas e carvão.
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3) Hidrocarbonetos - Emissões de veículos, refinarias de petróleo.
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4) Óxidos de Nitrogênio - Emissões de veículos, fábricas de acido nítrico, usinas termoelétricas, usinas de ferro e aço, fábricas de fertilizantes.
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  • Secreção mucosa das vias aéreas superiores, que tende aglutinar as partículas sólidas e fixar gases e vapores;
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  • Cilhos que vão desde a traquéia até os brônquios com a finalidade de levar as partículas inaladas em direção a faringe; * Movimento peristálticos bronquíolos, colaborando na eliminação de partículas;
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  • Forma peculiar das fossas nasais, fazendo com que as partículas de maior tamanho sejam precipitadas sobre a base da língua;
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  • Espasmos das cordas vocais e da musculatura brônquica, procurando evitar a penetração de impurezas nas partes mais profundas das vias aéreas;
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  • Reflexos de tosse e espirro, criando violentas correntes de ar com a finalidade de expulsar substâncias estranhas das vias aéreas. A determinação da influência da poluição do ar na saúde humana e extremamente complexa e difícil. Exige uma avaliação quantitativa e qualitativa de um grande numero de fatores, tais como a concentração de poluente, duração da exposição, localização da sua atuação, efeitos sinergéticos ou antagônicos, tudo aliado à influência de fatores meteorológicos. Salvo as exceções de casos graves específicos, não há prova científica de que a poluição atmosférica, seja capaz, por si só de causar doença. Os efeitos sobre a saúde do homem podem ser avaliados em quatro níveis:
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  • Ausência de efeitos biológicos apreciáveis pelos métodos atuais de investigação;
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  • Irritação dos órgãos sensoriais;
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  • Efeitos adversos sobre função biológica, podendo chegar a doenças crônicas;
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  • Doença aguda e "morte"
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